À primeira vista, um supermercado é feito de corredores, carrinhos e listas de compras rabiscadas às pressas. Mas, por trás das gôndolas organizadas e do movimento constante, existem histórias que sustentam muito mais do que produtos nas prateleiras. No Moinho, Atacado e Supermercado Jaeschke, em Cerro Largo, elas têm nome, sobrenome e uma força que transforma o dia a dia de quem passa por ali. Entre os 206 colaboradores, mais de 90 são mulheres — o que representa cerca de 45% do quadro — atuando tanto na linha de frente quanto nos bastidores.
Maria Inês Dewes Spies, 59 anos, está entre as mulheres que constroem diariamente essa trajetória. Ela entrou na empresa em 2003 como operadora de caixa, mas dois anos depois teve a rotina interrompida por um diagnóstico de câncer, que trouxe medo e desafios inesperados em um momento em que ainda tinha filhos pequenos e muitos sonhos pela frente. Entre cirurgias e tratamentos, enfrentou cada dificuldade com coragem e determinação e, anos depois, retornou ao trabalho, recomeçando como repositora, passando por diferentes setores e, hoje, atuando na fruteira. “Tive muito medo, mas ergui a cabeça e comecei meu tratamento. Com fé e com o apoio da equipe, eu superei”, relembra, e completa: “Aprenda com ontem, viva hoje, tenha esperança para o amanhã.”
Se Maria Inês fala de recomeço, Neuza Zorzo, 32 anos, fala de conquista. Há 12 anos na empresa, começou como repositora e, quando surgiu a oportunidade de trabalhar no açougue — um espaço historicamente masculino — decidiu aceitar o desafio. “É uma função onde predominam os homens, mas eu topei. Com dedicação e apoio, a gente mostra que pode ocupar qualquer área”, afirma. Para ela, o supermercado é mais do que um local de trabalho: “Cada cliente vem com uma necessidade e uma história. Além de bons produtos, eles merecem um bom atendimento.”
Nos bastidores, longe do contato direto com o público, Arlete Slodkowski Sander, 63 anos, ajuda a manter a engrenagem funcionando. Contadora há mais de 25 anos no Jaeschke, ela acompanhou o crescimento da empresa de perto, assumindo a responsabilidade de manter dados, demonstrações e informações sempre precisas para apoiar as decisões da gestão. “A busca por atualização é diária. A legislação muda, as exigências aumentam, e a contabilidade precisa estar dentro da empresa, acompanhando tudo de perto”, explica. E conclui: “A empresa cresceu, e eu cresci junto.”
Em comum, as três carregam protagonismo, dedicação e coragem. No Jaeschke, elas mostram que o supermercado é feito de pessoas. E que, quando mulheres encontram espaço para atuar e se desenvolver, o impacto se reflete na rotina da empresa e no atendimento à comunidade.
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