O equinócio de primavera — fenômeno em que o dia e a noite duram exatamente 12h cada em todo o planeta — marca o início da nova estação nesta segunda-feira (22). Mas, além da lembrança das flores e temperaturas mais amenas, os próximos três meses exigem atenção: no Rio Grande do Sul, o período é associado a tempestades, com risco de granizo, vendavais e até tornados em algumas regiões.
Segundo o pesquisador e agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, a primavera de 2025 traz um cenário de incertezas por causa da possibilidade de retorno do fenômeno La Niña a partir de outubro. Além disso, a condição da estação deve ser de menos umidade e, consequentemente, provocar chuvas mais irregulares.
— Os indicativos são de uma primavera menos úmida em comparação a de 2023, que foi um ano de El Niño — explica.
A previsão para os próximos meses é de chuvas irregulares e até abaixo do padrão normal do clima, variando conforme a região. No norte gaúcho, os volumes devem ficar próximos à média histórica, embora outubro, que costuma registrar cerca de 200 milímetros, dificilmente alcance esse índice neste ano, disse Cunha.
A tendência também é de temperaturas próximas ou um pouco acima da média, reforça o especialista.
Além da irregularidade nas chuvas, a primavera mantém sua característica de estação de transição. Isso significa que, ao lado do florescimento e dos dias mais longos, o período também traz a marca de eventos extremos.
— É a estação que mais exige atenção da Defesa Civil. As tempestades de primavera, com granizo, ventos fortes e enchentes, são comuns — ressalta o especialista.
O especialista lembra ainda que a primavera é também a estação das alergias, por conta do aumento de pólen no ar, o que costuma intensificar sintomas como espirros, coriza e coceira nos olhos.
Fonte: GZH
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