Plantio da soja em ritmo acelerado em Guarani das Missões

Plantio da soja em ritmo acelerado em Guarani das Missões
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MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 21 DE NOVEMBRO

Os agricultores da região estão avançando para a etapa final do plantio da soja. O clima e a umidade do solo têm favorecido a semeadura, que se intensificou ao longo desta semana. Em Guarani das Missões, são 15 mil hectares destinados à cultura. Segundo o técnico da Emater, Adilson Webler, boa parte dos produtores que ainda não havia realizado o plantio está aproveitando as condições climáticas favoráveis para colocar a semente no solo. “Nesse ritmo, espera-se que até o final de semana tenhamos alcançado 80% da área total já semeada”, afirmou em entrevista.

As áreas implantadas anteriormente apresentaram boa germinação e estande de plantas. Além disso, os produtores têm investido em tecnologia, garantindo maior qualidade das sementes.

Na Linha Seca, o produtor Sérgio Wachechowski destinou 40 hectares para a safra deste ano. Na quarta-feira, 19 de novembro, ele realizava o plantio das últimas áreas restantes, que somavam 15 hectares. Toda a lavoura foi semeada por conta própria.

Neste ano, ele mantém a expectativa de uma boa colheita. No ano passado, houve quebra significativa, com produtividade inferior à metade do que costuma ser registrado em safras cheias. Outro segmento que tem imposto desafios é a produção leiteira, cuja remuneração segue em queda — menos de R$ 2 por litro pago ao produtor.

Apesar disso, o momento é de otimismo e esperança por dias melhores, sentimento que também se estende a outras culturas, como o milho, que apresenta desenvolvimento satisfatório, favorecido por chuvas dentro do esperado. “A situação no campo não está fácil. O leite também está com um preço muito ruim e o custo tem sido alto, mas ainda assim não dá para desistir”, ressaltou.

No município, segundo a Emater, são cerca de 3 mil hectares de milho para grão e outros 1.500 destinados à silagem. “Estamos vivendo um período com condições favoráveis. Temos boa luminosidade, umidade no solo e até mesmo noites mais frescas que têm contribuído para a cultura. Além disso, houve poucos relatos de problemas com pragas e doenças. Entretanto, para as áreas mais adiantadas, nas fases de pendoamento e enchimento de grãos, ainda precisamos de chuva para garantir uma excelente safra”, explicou Adilson.

PERSPECTIVA DO CLIMA
O Meteorologista da UFFS, Anderson Nedel, traz um panorama dos próximas semanas, especialmente no que se refere às chuvas. Segundo ele, até o início de dezembro, a previsão é de pouca chuva. Em média, dezembro será mês com chuvas abaixo do normal para o período, ou seja, menos do que o registrado em novembro. Já em janeiro e fevereiro, espera-se volumes dentro da normalidade.