
Em 2012, uma pesquisa feita por Germano Jaeschke Schneider, relembrou os tempos dos carnavais antigos. Em uma publicação, ele compartilhou os principais grupos carnavalescos em Cerro Largo.
Nas décadas de 60, 70 e 80, havia vários bailes de carnaval no Município, sendo que em cada noite eles ocorriam em um dos clubes da cidade. Relatos afirmam que os primeiros blocos foram criados dentro dos clubes, havendo o bloco do Cruzeiro, do Caça e Pesca, do Cultural... Somente depois que eles se desvincularam das entidades.
Alguns blocos conhecidos:
KCETA: foi fundado em 1990. Por mais de 15 anos sua camiseta sempre foi branca. Além de ser o primeiro bloco da cidade a fazer camisetas também para a Oktoberfest Missões, foi pioneiro na internet, sendo o primeiro a ter um site, uma comunidade no Orkut e um grupo de discussão no Facebook. Seu símbolo é um “olho” inspirado na capa do primeiro álbum do Ultraje a Rigor.
100 Futuro: fundado um ou dois anos depois do KCETA. Foi um dos mais atuantes nos anos 90 e início dos anos 2000, com o QG mais tradicional, localizada na residência “da Neca”, centro da cidade.
Tik Dur: criado um ou dois anos antes que o KCETA, foi um bloco muito tradicional (também era exclusivamente masculino), mas começou a definhar até desaparecer depois de uns 15 anos de festa .
Independentes: seu primeiro carnaval foi em 1996. Apesar de ser um bloco com poucos integrantes, manteve-se forte por uns 6 ou 7 anos. No seu ano de despedida, trocou Cerro Largo por Florianópolis.
Whiskysitos: surgiu no começo deste século. Inovou com o uso de fantasias bastante elaboradas (no primeiro ano foram de Flintstones). Também investiam pesado na sonorização. Durou uns 5 anos.
Bandeloko: fundado por ex-integrantes do Whiskysitos.
Elma Chops: surgiu no final da década passada. Seu símbolo é baseado na marca de salgadinhos da PepsiCo.
Lombrera: um bloco de fãs do Rock n' Roll que não se conformavam em ter que escutar pagode, funk e outros estilos “menores” nos QG's. Seu símbolo era inspirado no palhaço da banda alemã Lacrimosa. Durou dois carnavais.
C Q Sab: durou uns 2 ou 3 anos, no final da década de 90.
Farra Mansa: O QG era nos fundos de uma casa, na Daltro Filho.
Bafo de Kisuco: formado basicamente por adultos, a maioria casais. Participava de bailes de carnaval em Cerro Largo e região.
Ksarinas: bloco exclusivamente feminino, muito forte nos anos 90. Desapareceu no começo do século.
Choppados: também de meados da década passada, seu primeiro QG foi no bairro Brasília. Durou uns 3 anos.
Metralhas: O QG era numa antiga casa ao lado da praça, onde em 2012 funcionava a Defensoria Pública.
Taz Loko: outro bloco de vida curta, apesar de chegar a reunir bastante gente.
Tô rindo à toa: o único desta lista que vem do interior do município, mais precisamente da vila Tremônia. Se mantém unido e participa de bailes na cidade e no interior. Seu QG é no clube da localidade.
55 9 9127-4858
55 9 9110-7516
gazetain@yahoo.com.br
Busque no site