Paróquia de Guarani das Missões instala Cruz Missioneira nas comunidades

  • 5 de outubro de 2026
  • Geral
Paróquia de Guarani das Missões instala Cruz Missioneira nas comunidades
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Neste ano de 2026, por ocasião dos 400 anos da chegada dos missionários jesuítas em nossa região, a Paróquia Santa Teresa d Ávila, de Guarani das Missões, instalou a Cruz Missioneira. Em frente a Igreja Matriz a Cruz instalada possui 5 metros de altura, em concreto armado, com um peso de quase 2 toneladas, inaugurada e abençoada pelo Bispo Diocesano Dom Liro Meurer na festa de Corpus Christi deste ano.

Porém, não apenas a matriz assumiu a Cruz Missioneira, mas também foram instaladas outras 23 cruzes nas comunidades de Guarani das Missões, Sete de Setembro e Ubiretama, que celebram estes 400 anos como memória física de um território marcado pelas Missões.

A Cruz Missioneira tem significado próprio, da origem de um povo que tem muito orgulho de se chamar gaúcho. Foi trazida prela primeira vez pelos Padres Jesuítas da Companhia de Jesus que tinha na maioria de seus membros a origem espanhola da cidade de Caravaca de La Cruz e adotado como símbolo de conquista de território assim como a Nossa Senhora Conquistadora. Esta evangelização e mistura de cultura simbolizada na Cruz Missioneira se espalha por todo o Território do Rio Grande do Sul, atingindo países como Paraguai e Argentina influenciando a demarcação dos territórios nascendo o Uruguai.

A Nação Missioneira que tem como desenho a cruz de quatro braços era conhecida como a nação de três bandeiras, símbolo regado de História, Guerras, Colonizações, Costumes e principalmente Miscigenação.

Objetivamente a Cruz Missioneira tem quatro braços em seu desenho e os detalhes se alteram conforme o artesão e a comunidade que a produz. Tem sua origem e modelos em três cruzes. Cruz de Caravaca, Cruz Patriarcal e Cruz de Lourena, a história destas três cruzes se cruza e mistura-se carregadas de simbologia que se fundem dando ainda mais valor a Cruz Missioneira.

Significado e Simbologia:

Fé e Catequese: Simboliza a fé cristã trazida pelos jesuítas e o trabalho de evangelização, sendo um ícone da presença jesuítica na região.

Proteção: Era usada pelos indígenas como um poderoso símbolo de proteção contra o mal, com os dois braços extras simbolizando fé redobrada, foco e abnegação.

Identidade Cultural: Tornou-se um símbolo da identidade do povo gaúcho e missioneiro, aparecendo em artesanatos, brasões e monumentos, unindo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Origem: Derivada da Cruz de Caravaca (Espanha), trazida pelos jesuítas, incorporando elementos da Cruz Patriarcal e da Cruz de Lorena, misturando influências europeias e indígenas.

Formato: Possui quatro braços, com as extremidades em formato de flor-de-lis (símbolo da Santíssima Trindade), diferenciando-se de outras cruzes.

Importância no RS:

É um dos símbolos mais fortes da história e espiritualidade das Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul. Representa a história de conflitos, colonização e a miscigenação cultural da região. Transcende a religião, sendo um ícone cultural que une o passado e o presente do povo missioneiro.

Texto: Padre Jean Pinheiro