Nas estradas do Sul, Jair Wisniewski encontra na profissão uma realização pessoal

  • 26 de agosto de 2026
  • Geral
Nas estradas do Sul, Jair Wisniewski encontra na profissão uma realização pessoal
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Há 12 anos na profissão, o caminhoneiro Jair João Wisniewski, morador de Guarani das Missões, percorre as rodovias do Sul do Brasil transportando mercadorias para a Transbecker, empresa do Grupo Becker, com sede em Cerro Largo. Nesse período, acumulou experiências, superou desafios e acompanhou a evolução tecnológica que transformou a rotina de quem vive nas estradas.

Jair iniciou sua carreira como caminhoneiro após receber uma oportunidade na Transbecker, onde permanece até hoje. Antes disso, trabalhou como motorista em outras atividades, mas sem atuar no transporte rodoviário de cargas.

Atualmente, leva mercadorias do Centro de Distribuição das Lojas Becker, em Cerro Largo, para unidades da empresa no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No retorno, traz produtos diretamente dos fabricantes para abastecer novamente o centro de distribuição.

Segundo Jair, um dos principais diferenciais da profissão é a possibilidade de conciliar o trabalho com a vida familiar. Geralmente, passa cerca de três noites fora de casa e permanece o restante da semana com a família, além de ter os finais de semana livres. "Esse tempo em casa faz diferença. É um dos pontos importantes no trabalho", destaca.

Apesar dos aspectos positivos, ele afirma que os perigos das rodovias continuam sendo um dos maiores desafios da profissão. Jair relembra que já foi vítima de um assalto durante uma viagem, quando teve o telefone celular roubado.

Para reduzir os riscos, os caminhoneiros planejam as paradas em locais movimentados e considerados mais seguros, além de, em algumas ocasiões, dormirem no próprio caminhão. O veículo também conta com caixa-cozinha, permitindo preparar refeições durante as viagens, embora seja comum utilizar restaurantes ao longo do trajeto.

Mesmo diante das dificuldades, Jair afirma que gosta da profissão. Antes de ingressar no transporte de cargas, trabalhou como agricultor, mas sempre teve o desejo de se tornar caminhoneiro.

Ao comparar a realidade atual com a de anos atrás, ele destaca a tecnologia como uma grande aliada. No início da carreira, ainda utilizava mapas impressos para encontrar os destinos. Hoje, com a experiência adquirida, conhece a maioria dos trajetos e raramente precisa recorrer ao GPS, embora continue descobrindo novos municípios durante as entregas.

Além da praticidade proporcionada pela tecnologia, Jair considera que uma das maiores recompensas da profissão é a oportunidade de conhecer diferentes cidades, paisagens e pessoas ao longo das viagens.