A publicação sobre a mortandade de abelhas não é novidade nos meios de comunicação. Nos últimos
anos, várias são as reportagens evidenciando o problema que acomete, principalmente, os apicultores.
As abelhas exercem um importante papel no meio ambiente. São elas as responsáveis pela polinização.
Segundo Douglas Rodrigo Kaiser, Engenheiro Agrônomo e Professor da Universidade Federal da
Fronteira Sul-UFFS, sem elas, não existe soberania alimentar. ‘‘Sem as abelhas, não é possível produzir
alimentos no mundo’’, disse em entrevista ao Jornal Gazeta.
FIPRONIL
Segundo o Agrônomo, muitos dos casos de mortandade de abelhas fazem referência ao uso de fipronil. Entre janeiro e abril de 2021, 77% das amostras em colmeias com mortalidades no Rio Grande do Sul
continham o ingrediente ativo fipronil, inseticida utilizado em várias culturas. Esse mesmo ingrediente é
utilizado para exterminar pulgas de animais domésticos, como cachorros e gatos.
Além disso, outras substâncias também foram encontradas. É o caso do carbofurano e
fluquinconazol, substâncias de uso proibido no Estado.
CUIDADOS
O Agrônomo evidencia que o problema na mortandade de abelhas pode ser resolvido com a
conscientização do produtor sobre o uso dos produtos Engenheiro Agrônomo e Professor da UFFS traz as principais causas e destaca os cuidados para com a aplicação químicos. O Professor Douglas enaltece que o produtor deve considerar as informações que constam na bula do produto, se atentando, por exemplo, para a quantidade que deve ser utilizado por hectare. ‘‘Outro problema que acontece é o uso de agrotóxicos em culturas para o qual ele não é indicado’’, explicou.
Além disso, o produtor deve se atentar para o período de realização da entrada na lavoura. As
condições ideais para a aplicação são as seguintes:
Vento: entre 3 a 10km/h
Umidade: acima de 60%
Temperatura: menor de 30ºC
Ao cuidar esses fatores, além de realizar uma aplicação bem sucedida, diminui a chance de deriva do
produto. A aplicação do agrotóxico pode matar abelhas em uma área de 3km no entorno da lavoura.
Porém, mesmo seguindo as regras citadas anteriormente, é necessário realizar a calibragem correta do pulverizador. Nesse sentido, deve-se atentar para o uso dos bicos corretos, levando em conta o tipo de
produto que se deseja aplicar na lavoura. Segundo o Agrônomo, um erro muito comum é o uso de um
mesmo bico para todas as aplicações, independente do tipo de agrotóxico. Ao se realizar essa ação, pode-se comprometer a eficácia do produto, bem como possibilitar a deriva, ou até mesmo a necessidade de
reaplicação.
Na versão impressa do Jornal Gazeta você acompanha mais dicas.
55 9 9127-4858
55 9 9110-7516
gazetain@yahoo.com.br
Busque no site