Jovem agrônomo retorna à terra natal e segue legado no campo em Sete de Setembro

Jovem agrônomo retorna à terra natal e segue legado no campo em Sete de Setembro
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MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 25 DE JULHO DE 2025 - ESPECIAL COLONO E MOTORISTA

No Rincão dos Donatos, interior do município de Sete de Setembro, o agricultor e Engenheiro Agrônomo Jairo Wojciechowski representa a nova geração que alia conhecimento técnico com tradição familiar. Filho de Ivete e Estevão, ele decidiu seguir os passos dos pais e manter viva a atividade rural herdada, agora com uma nova perspectiva.

Formação longe de casa e retorno com propósito
Em 2015, ele deixou a comunidade para cursar Agronomia no estado do Mato Grosso, onde permaneceu até 2020. Foi durante esse período distante que passou a valorizar ainda mais suas origens. "Percebi a importância e o privilégio de atuar no meio rural", relembra. Ao concluir a graduação, voltou ao interior com a decisão tomada: dar continuidade ao trabalho da família no campo.

Nova fase na propriedade
Com sua chegada, a propriedade passou por mudanças. Antes voltada à produção leiteira, a família direcionou os esforços para o cultivo de grãos, com foco em trigo, milho e soja. A mudança foi impulsionada pela formação técnica e pela visão de futuro, aliando tradição a novas práticas.

Escritório técnico e apoio aos agricultores rurais
Além das atividades na lavoura, ele também contribui com o desenvolvimento da região por meio de um escritório instalado na cidade. A estrutura oferece assistência técnica a outros produtores rurais, promovendo melhorias nas propriedades e valorizando o trabalho no campo de pessoas que, assim como ele, produzem o alimento que alimenta a mesa dos brasileiros.

Desafios e amor pela profissão
Apesar do amor pela terra, os obstáculos são grandes. O clima instável, o alto custo dos insumos e a desvalorização dos produtos na hora da comercialização são preocupações constantes. “Ser agricultor é gostar do que se faz, mas atualmente, diante dos desafios, muitas vezes plantamos por amor à camiseta”, ressalta.

Liberdade e identidade rural
Mesmo com as dificuldades, ele reconhece as vantagens de viver no interior, como a liberdade de seguir seus próprios objetivos e o contato direto com o que realmente importa. Com dedicação, conhecimento e paixão, segue cultivando não apenas a lavoura, mas o futuro da agricultura familiar.