Izabél Cristina Ribas de Freitas: Liderança feminina com identidade missioneira

  • 12 de março de 2026
  • Geral
Izabél Cristina Ribas de Freitas:  Liderança feminina com identidade missioneira
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Natural de São Miguel das Missões e atualmente residente em Cerro Largo, Izabél Cristina Ribas de Freitas carrega no coração o orgulho de ser missioneira. Aos 50 anos, construiu uma trajetória de mais de três décadas dedicadas ao desenvolvimento regional, sempre guiada pela fé, pelo amor à cultura das Missões e, sobretudo, pela família — base e inspiração de sua caminhada.

Sua atuação na gestão pública começou como professora nas redes municipal e estadual, experiência que lhe proporcionou vivência em liderança, organização e compromisso social. Em sua terra natal, exerceu os cargos de secretária municipal de Agricultura e de secretária municipal de Turismo e Cultura, contribuindo diretamente para a valorização da identidade histórica e cultural missioneira. Atualmente, atua junto à Associação dos Municípios das Missões (AMM), como consultora do Departamento de Turismo, do gabinete do presidente e das primeiras-damas, prestando assessoria técnica aos municípios no planejamento de ações, elaboração de projetos, captação de recursos e fortalecimento da identidade regional. Também integra a equipe da Prefeitura de Salvador das Missões, contribuindo na estruturação de projetos, eventos, turismo, cultura, comunicação e iniciativas estratégicas. Além disso, é proprietária da empresa The Mission Consultoria, por meio da qual assessora municípios nas áreas de eventos, turismo, cultura, gestão e comunicação.

A rotina é intensa e marcada por reuniões técnicas, visitas aos municípios, organização de eventos e agendas institucionais que frequentemente incluem viagens aos centros da política estadual e nacional. Para Izabél, esses compromissos vão além de encontros formais: são oportunidades estratégicas de fortalecer parcerias, viabilizar recursos e promover a região das Missões como destino turístico e cultural. Cada agenda, segundo ela, representa a defesa de projetos e da própria identidade regional, construída ao longo de mais de quatro séculos de história.

Ao longo da trajetória, enfrentou desafios comuns a muitas mulheres em espaços ainda predominantemente masculinos, especialmente a necessidade constante de provar competência e firmeza. Com ética, preparo e resiliência, consolidou seu espaço na gestão pública. Ela reconhece avanços significativos na presença feminina nas áreas de turismo, cultura e administração, mas defende que ainda é preciso ampliar a participação das mulheres em cargos estratégicos.

Mãe de quatro filhos — Gustavo, Germano, Bibiana e Glauco — Izabél define a maternidade como sua maior missão. Para ela, liderar também é cuidar. A experiência como mãe ampliou sua empatia, paciência e capacidade de compreender diferentes realidades, qualidades que considera essenciais na administração pública. “Nenhuma conquista profissional é maior que minha missão de ser mãe”, afirma, destacando que o equilíbrio entre carreira e família exige organização, diálogo e apoio, mas é plenamente possível quando há propósito.

Entre as inspirações que marcaram sua vida estão as mulheres de sua família: a mãe Elaine, a avó Minda, a filha Bibiana e a prima Maria Odiva, exemplos de fé, perseverança e generosidade. São referências que reforçaram nela o entendimento de que a família é o maior tesouro e que a força feminina se constrói no cotidiano.

Neste 8 de março, Izabél destaca o Dia Internacional da Mulher como um momento de reflexão, reconhecimento e consciência coletiva. Para ela, a data simboliza conquistas históricas, mas também lembra que a luta por igualdade, respeito e valorização é permanente. Às mulheres da região das Missões, deixa uma mensagem de coragem e orgulho, destacando a grandiosidade histórica da região, simbolizada pelo Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, reconhecido como Patrimônio Mundial.

“Ser mulher nas Missões é carregar uma força silenciosa e, ao mesmo tempo, gigante. É cuidar da família, liderar, empreender e participar da vida pública sem perder a essência. Que nunca nos falte orgulho de ser missioneira e que sigamos unidas, fortalecendo nossas comunidades”, conclui.