MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 28 DE MARÇO
As últimas duas safras de soja foram de produtividade reduzida, principalmente em decorrência da estiagem que comprometeu o desenvolvimento da planta. Nesta safra, a situação mudou de cenário, com perspectivas de colheita com rendimento muito superior.

Em Cerro Largo, o produtor Cleiton Heckler, da São João Norte, destinou 15 hectares para o cultivo. Com a semeadura realizada no início de novembro do ano passado, a cultura se desenvolveu bem, representando uma produtividade superior aos anos anteriores. A expectativa é de que a colheita iniciada nos últimos dias ultrapasse as 50 sacas por hectare.
Entretanto, o produtor de soja enaltece que o preço pago pela saca de soja não condiz com a realidade. ‘‘O custo de produzir aumentou, com preços dos produtos elevados para a implementação da safra. Agora, na colheita, o valor pago pela saca de soja é baixo, levando em conta todo o investimento realizado’’, disse.
O produtor Ivo Inácio Schnorrenberger, morador de Ubiretama, também acredita que o preço recebido pelo produto está abaixo do que deveria, levando em conta a elevação dos preços de vários produtos utilizados na cultura. Embora a realidade seja essa, a safra deste ano renovou o ânimo, com produtividade que deve variar de 50 a 60 sacas por hectare. ‘‘É um bom rendimento, embora pudesse ser melhor, já que tivemos que enfrentar muita chuva no plantio e um período de quase um mês de seca, no início deste ano’’, pontuou.
Com 35 anos de atividade com grãos (soja e trigo), o produtor semeou nesta safra 20 hectares da cultura. As áreas estão distribuídas nas comunidades da São Francisco e Reserva, ambos em Cerro Largo.
Segundo a Emater, o Município de Cerro Largo possui 4.700 hectares destinadas à cultura. A colheita abrange cerca de 10% da área com produtividade variando entre 50 e 70 sacas por hectare, o que leva em conta a variedade, tipo de solo e contribuição do clima e chuvas.
GUARANI DAS MISSÕES

A produtividade média na área da família Subucki, residente na Linha Timbó, deve ficar entre 55 e 60 sacas por hectare. Elvio e o irmão Valdir possuem área de 250 hectares. Com o auxílio de Maurício, filho de Elvio, a família iniciou a colheita nos últimos dias, com perspectiva de finalizá-la somente em abril. As áreas estão situadas em Guarani das Missões e Caibaté.
A produtividade deste ano representa números muito superiores aos das últimas safras. No ano passado, a colheita rendeu 20 sacas por hectare, e no ano anterior, 7. Há algumas semanas, o cenário de clima quente e falta de chuva que perdurou por 24 dias impediu uma safra ainda melhor. ‘‘Calculamos uma quebra de 10 sacas por hectare em decorrência dessas condições climáticas’’, explicou.
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