Colheita da soja é intensificada em Sete de Setembro

Colheita da soja é intensificada em Sete de Setembro
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Em Sete de Setembro, a colheita da soja teve início nos primeiros dias de março. Segundo a Emater, são 7.500 hectares da cultura no Município. Desse total, cerca de 20% foi colhido até o início desta semana.

As primeiras áreas que estão sendo colhidas têm como característica o amadurecimento antecipado, principalmente em decorrência da estiagem e do forte calor das últimas semanas. Irineu Kapelinski, Técnico em Agropecuária e Chefe do Escritório Municipal da Emater, salientou em entrevista que as condições climáticas afetaram a rentabilidade e qualidade do grão. ‘‘O grão dessas primeiras áreas rende muito menos, o que vai necessitar de muito mais soja para a produção de seus derivados, como o óleo’’, disse.

A rentabilidade por hectare varia, ficando entre 8 e 40 sacas por hectare. A estimativa inicial era de que as áreas plantadas mais tardias, e que atualmente estão na fase de maturação, apresentariam números melhores. Entretanto, isso não se confirmou. No início da safra, a média da rentabilidade estava cotado em 65 sacas por hectare. Hoje, os números tem como média no município 25 sacas por hectare, uma redução de mais de 50%.

RENTABILIDADE

Um dos primeiros produtores a realizar a colheita da soja em Sete de Setembro foi José Ricardo Kwiatkowski. Ele destinou 18 hectares para a cultura nesta safra, localizados na Linha dos Nove e na Linha Boa Vista.

O plantio aconteceu no final de outubro. As plantas apresentaram um desenvolvimento inicial excelente, mas enfrentaram condições extremamente complicadas nas semanas posteriores. “Estava bonito, mas veio o período de floração e enchimento de grãos e faltou chuva”, disse o produtor em entrevista.

O prejuízo é nítido. Ele afirmou que, para cobrir todo o investimento, deveria colher pelo menos 35 sacas por hectare. Entretanto, a média ficou em 20 sacas por hectare. Além da soja, a família também planta outras culturas, como o milho, e atua no setor leiteiro, este último como principal fonte de renda, o que mantém o sustento da família no meio rural. “É difícil se manter apenas produzindo grãos”, finalizou, lembrando também que, ano após ano, o investimento nas culturas é alto, com insumos e sementes a preços elevados, diante de condições climáticas adversas e do baixo valor da comercialização da saca de soja.