BFL intensifica recebimento de canola e aposta na rentabilidade do grão

BFL intensifica recebimento de canola e aposta na rentabilidade do grão
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MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 5 DE SETEMBRO DE 2025

A safra de inverno movimenta a região de Guarani das Missões e coloca a canola como protagonista no recebimento de grãos pela BFL. O Gerente de Operações do setor, Magnos Fernando Lottermann, destacou em entrevista ao jornal que a expectativa da empresa é receber um número considerável de toneladas de canola neste ciclo.

O recebimento iniciou nos últimos dias, mas deve ganhar intensidade a partir do dia 20 de setembro. “Por enquanto o volume armazenado é pequeno, mas a tendência é que cresça rapidamente”, afirmou Lottermann. Segundo ele, a BFL é bem competitiva no mercado, pagando valores bem competitivos e está a disposição dos produtores, cerealistas e cooperativas

No Rio Grande do Sul, a área plantada de canola nesta safra 2025 alcançou 225 mil hectares, representando um aumento de 30% em relação ao ano passado. Para Lottermann, o avanço se explica pela boa rentabilidade e o custo de produção mais baixo em comparação com a soja. Outro diferencial é o teor de óleo: enquanto a soja possui cerca de 20%, a canola chega a 40%. A produtividade média está entre 30 e 32 sacas por hectare.

A BFL recebe grãos não apenas da região, mas também de outros municípios gaúchos, consolidando-se como referência estadual no recebimento e industrialização da canola. O óleo que é industrializado é destinado para o mercado do Rio Grande do Sul e de outros estados brasileiros, tanto para refino, quanto para biodiesel. O Farelo de canola é para nutrição animal, atendemos todos os estados brasileiros.

Atualmente, a unidade de Guarani das Missões tem capacidade de esmagar 350 toneladas de canola por dia. Em 2024, uma parcela do farelo chegou a ser exportada, alcançando o comércio exterior.

Atualmente, a empresa segue realizando o processamento da soja da última safra. A partir de outubro, mantêm o compromisso para o esmagamento da canola, que se estende por quatro a cinco meses.