Agricultura familiar, tradição e união fortalecem propriedade no interior de Cerro Largo

Família Welter fortalece a agricultura familiar com trabalho e diversificação
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MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 24 DE JULHO - ESPECIAL COLONO E MOTORISTA 2026

Na Linha Santa Fé, interior de Cerro Largo, o produtor rural Gervásio Welter e sua família mantêm viva a tradição da agricultura familiar por meio da diversificação das atividades e da união entre os familiares. Em uma propriedade de aproximadamente uma colônia de terra, eles conciliam a criação de suínos, produção de leite, criação de terneiras e gado de corte, além do cultivo de soja e milho.

Um dos diferenciais da família é o sistema de ajuda mútua entre os irmãos. Como a maioria deles reside nas proximidades, é comum se reunirem para realizar diversas atividades, fortalecendo não apenas o trabalho no campo, mas também os laços familiares. Um exemplo é a produção artesanal de melado, momento que reúne os familiares em torno de uma tradição preservada ao longo dos anos.

Ao longo da trajetória na propriedade, Gervásio realizou investimentos pontuais que contribuíram para melhorar as condições de trabalho no meio rural. Segundo ele, para o pequeno agricultor permanecer na atividade é fundamental diversificar a produção, agregar valor ao que é produzido e manter um controle rigoroso dos custos da propriedade.

A criação de suínos foi, durante muitos anos, uma das principais fontes de renda da família. Conforme relembra o produtor, em outras épocas caminhões saíam da propriedade carregados de animais para comercialização. Atualmente, a atividade continua, porém em menor escala. A família mantém entre seis e oito porcas criadeiras, comercializando leitões e animais destinados à engorda. A criação de suínos é uma tradição herdada dos pais de Gervásio e permanece como parte importante da história da família. Outra atividade que complementa a renda é a produção leiteira. Atualmente, a propriedade conta com cerca de 15 vacas em lactação, contribuindo para o orçamento familiar.

Gervásio destaca que a permanência do pequeno agricultor no campo exige dedicação e capacidade de adaptação às mudanças. Apesar das dificuldades enfrentadas, ele acredita que a esperança por dias melhores continua sendo um incentivo para seguir produzindo.

A sucessão familiar também faz parte da realidade da propriedade. O filho, João Vítor Welter, de 13 anos, já auxilia nas atividades do dia a dia, embora ainda esteja indeciso sobre seguir ou não na agricultura. O produtor lembra que também começou a trabalhar cedo ao lado dos pais e espera que a tradição familiar possa ser mantida pelas próximas gerações. Como mensagem aos demais agricultores, Gervásio deixa um incentivo àqueles que desejam permanecer no campo.

‘‘Somos colonos e temos que ir atrás daquilo que gostamos. Quem gosta da vida no interior deve se esforçar e lutar pelos seus objetivos. Quando fazemos o que gostamos, vale a pena permanecer no campo."