Hoje, primeiro de Agosto, Porto Xavier é sede de uma intensa mobilização em prol da agricultura. Organizado pela FETAG-RS, vários Sindicatos e agricultores estão reunidos na Praça Porto-xavierense. Segundo José Hermeto Werle, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cerro Largo, a comitiva do Município é representada por cerca de 40 pessoas. Anderson Kessler, Secretário da Agricultura, está representando a Administração Municipal de Cerro Largo. No evento, mais de 1.700 pessoas estão mobilizadas defendendo várias demandas:
1) Implementação de barreira comercial para barrar a entrada de leite e derivados dos países membros do Mercosul;
2) Implementação de regra para que nenhuma empresa ou indústria que importar leite ou derivados receba qualquer tipo de benefício fiscal do Estado;
3) Liberação do recurso do FUNDOLEITE para implementar políticas de apoio ao produtor de leite no Rio Grande do Sul;
4) Mudança nas regras do Proagro para não prejudicar os agricultores e pecuaristas familiares que enfrentaram três secas consecutivas;
5) Atualização do limite do imposto de renda para os agricultores e pecuaristas familiares;
6) Correção ou rebate no enquadramento da DAP e CAF-Pronaf para acessar os financiamentos de custeio e investimento.
O Brasil importou no primeiro semestre deste ano quase 116 mil toneladas de leite, creme de leite e lácteos (exceto manteiga e queijo), volume 240% superior ao registrado no mesmo período de 2022, de acordo com dados da plataforma ComexStat, do governo federal. Em valores, essas importações corresponderam a cerca de 443 milhões de dólares, um crescimento de 268,7% na mesma base de comparação. A maior parte dos negócios envolveu compras da Argentina e do Uruguai.
A disparada das importações é motivo de apreensão dos pecuaristas gaúchos, que nos últimos dois anos enfrentaram prejuízos com estiagens e reclamam de desvantagem na competição com o produto estrangeiro. De acordo com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), o leite em pó argentino e o uruguaio, por exemplo, entram no país com preços de R$ 19,25 e R$ 21,06 o quilo, enquanto o produto brasileiro custa em média R$ 26. Isso ocorre porque os pecuaristas dos países vizinhos contam com subsídios e incentivos governamentais, o que lhes permite reduzir custos de produção, diz a entidade.
Fonte: Correio do Povo/Jornal Gazeta Integração
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