Entre as estradas e a família, Marcos Dauek faz da profissão uma vocação

Entre as estradas e a família, Marcos Dauek faz da profissão uma vocação.jpg
Compartilhe

Em homenagem ao Dia do Colono e do Motorista, celebrado em 25 de julho, a reportagem conversou com o caminhoneiro Marcos Dauek, de 47 anos, natural de Guarani das Missões. Há oito anos atuando na empresa Rodoma, ele conhece de perto os desafios e as responsabilidades de quem faz das rodovias o seu ambiente de trabalho.

O motorista ingressou na Rodoma em fevereiro de 2018, mas sua trajetória profissional já contava com experiências em diferentes áreas. Antes de integrar a empresa, trabalhou como motorista do Exército Brasileiro durante três anos, foi auxiliar mecânico e também motorista por 18 anos na empresa Giovelli.

Especializada no transporte de óleo vegetal, a Rodoma realiza viagens para diversos estados brasileiros. Na rotina de Marcos, destinos como São Paulo, Minas Gerais e Goiás fazem parte do calendário de trabalho. Os caminhões seguem carregados com óleo para refinamento e retornam trazendo o produto já processado.

Segundo o caminhoneiro, a profissão exige mais do que habilitação e experiência. É preciso gostar verdadeiramente do que faz. "Para ser caminhoneiro, tem que ter sangue de caminhoneiro. Tem que gostar da profissão", resume.

A rotina nas estradas, no entanto, está longe de ser fácil. O intenso movimento nas rodovias e as condições de conservação de muitos trechos estão entre os principais desafios enfrentados diariamente. Apesar disso, ele destaca que, felizmente, nunca se envolveu em acidentes.

Por outro lado, a profissão também proporciona experiências positivas. A possibilidade de conhecer diferentes regiões do Brasil e diversas cidades é apontada como uma das maiores recompensas da carreira.

As viagens, que podem durar de uma semana até cerca de 20 dias, também exigem sacrifícios pessoais. Casado e pai de dois filhos, Marcos afirma que a saudade da família é um dos aspectos mais difíceis da profissão.

Outro desafio é manter uma alimentação adequada. Muitas refeições acabam sendo feitas em horários irregulares, durante as paradas em postos de apoio espalhados pelas rodovias. Esses locais, segundo ele, já fazem parte da rotina dos caminhoneiros, servindo tanto para alimentação quanto para descanso e pernoite.

Mesmo diante das dificuldades, Marcos demonstra orgulho pela profissão que escolheu. Para ele, dirigir pelas estradas do país representa muito mais do que um trabalho: é uma vocação. "Trabalhar e viajar é muito bom, mas os momentos em casa com a família não têm preço’’
A frase resume o sentimento de quem encontra realização na estrada, mas sabe que o verdadeiro destino continua sendo o reencontro com a família após cada viagem.