Ocorrências com abelhas: alerta sobre cuidados e riscos à população

  • 21 de janeiro de 2026
  • Geral
Ocorrências com abelhas: alerta sobre cuidados e riscos à população
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O Corpo de Bombeiros Militar do RS atendeu 393 ocorrências envolvendo abelhas até 13 de janeiro de 2026, uma média superior a 56 por dia na primeira semana do ano. Em Alegria, um pescador de 52 anos morreu após ataque em 11 de janeiro. Na mesma data, em Antônio Prado, um apicultor de 48 anos faleceu quando seu trator tombou a caminho de manejar um enxame.

OUTROS CASOS RECENTES
Em Gentil, um cavalo morreu e uma família ficou isolada em casa por ataque na semana passada. Em Jóia, abelhas causaram capotamento de veículo ao cobrir o para-brisa. Ataques também foram reportados em Porto Alegre e outras regiões do estado.

CERRO LARGO
Em Cerro Largo, somente no ano passado, os Bombeiros Voluntários do Município estimaram cerca de 80 atendimentos envolvendo abelhas e vespas, alguns dos casos com retirada de mel. As informações foram repassadas pelo integrante da Associação, Rafael Treibt. Em entrevista, ele evidenciou que quando as abelhas estão em árvores, de modo geral, são retiradas pelos apicultores após se estabelecerem.

Entretanto, as abelhas também podem se instalar em locais com maior proximidade da população. “Em espaços públicos, escolas ou até mesmo residências, a retirada ocorre de forma ágil, justamente para evitar riscos às pessoas”, explicou. Treibt relembrou ainda um caso recente que exigiu a atuação dos Bombeiros Voluntários, quando um enxame se alojou no presépio de Natal montado na praça central da cidade e precisou ser removido.
Vespas e maribondos também estão na lista de ocorrências. A retirada é feita de forma imediata, já que são espécies agressivas continuamente e não apenas quando são ameaçadas.

AÇÃO E CUIDADOS
Conforme explica Rafael Treibt, o primeiro passo é diferenciar os dois principais grupos envolvidos nas ocorrências: as abelhas africanizadas e as vespas e maribondos. As abelhas tendem a se tornar agressivas quando já estabeleceram seu local de moradia, especialmente durante a construção dos favos de mel e quando há crias no enxame. Normalmente, elas se instalam em locais protegidos, como forros de casas, troncos de árvores, sob o solo, bueiros, caixas de luz e estruturas semelhantes.

Já as vespas e os maribondos costumam se estabelecer em locais mais abertos, como áreas externas de residências e galhos de árvores. Essas espécies mantêm crias constantemente e, por isso, apresentam comportamento agressivo de forma contínua.

Ao se deparar com um enxame, a orientação principal é afastar-se rapidamente, sem fazer barulho excessivo ou movimentos bruscos. Treibt destaca que enxames de abelhas em deslocamento, geralmente aglomerados em galhos de árvores enquanto procuram um novo local para se instalar, não costumam ser agressivos. Ainda assim, é importante cobrir o rosto, se possível, e se afastar o máximo possível. Abelhas podem atacar em um raio de até 100 metros do enxame, enquanto vespas costumam avançar entre 20 e 30 metros.

O uso de uma coberta pode ajudar a reduzir o número de ferroadas. Caso haja uma fonte de água corrente próxima, ela pode auxiliar na fuga, porém jamais se deve entrar em açudes ou piscinas, pois as abelhas não se afastam rapidamente nesses ambientes.

Em hipótese alguma deve-se tentar colocar fogo ou utilizar venenos em spray, pois essas ações apenas irritam ainda mais os insetos, aumentando o risco de ataque. Em caso de ferroada por abelha, a recomendação é procurar atendimento hospitalar. Se for necessário remover o ferrão, não se deve apertar nem utilizar pinça, pois ele funciona como um anzol e pode liberar mais veneno. Diferentemente das abelhas, as vespas podem ferroar mais de uma vez.

Quando a reação se limitar a inchaço local, a orientação é lavar a área com água corrente. No entanto, se houver falta de ar ou qualquer reação mais grave, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente. Na dúvida, o mais seguro é sempre buscar o hospital.

Treibt reforça que, ao encontrar um enxame, nunca se deve tentar espantar os insetos ou realizar movimentos bruscos, pois isso agrava a situação. A remoção só deve ser feita por pessoas capacitadas e com o uso de equipamentos de proteção individual adequados. Os Bombeiros devem ser acionados sempre que o enxame oferecer risco à população.