
Aos 26 anos, o jovem pesquisador Junior Borkowski, natural de Guarani das Missões, vem se destacando internacionalmente ao desenvolver estudos voltados à agricultura sustentável na Mississippi State University, uma das universidades públicas de pesquisa mais reconhecidas dos Estados Unidos na área de ciências agrárias.
Filho de Eugênio e Gessi Borkowski, Junior tem forte ligação com o meio rural. Cresceu em uma propriedade agrícola familiar, experiência que despertou desde cedo o interesse pela produção agrícola e pelos desafios enfrentados pelos produtores no campo. Em 2017, concluiu o curso técnico em Agropecuária no Colégio Guaramano, em Guarani das Missões, dando início à sua trajetória acadêmica.
Posteriormente, iniciou os estudos em Agronomia pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus de Cerro Largo, em 2019, onde teve o primeiro contato com a pesquisa científica, experiência que foi decisiva para seguir carreira acadêmica. Durante a faculdade, recebeu convite para realizar estágio na Universidade do Mississippi, retornando para Cerro Largo em 2024 para a formatura como Agrônomo. Em 2025 ele voltou aos Estados Unidos, iniciando o Mestrado em Ciências de Plantas e Solos na mesma instituição de educação, sob orientação do professor Dr. Luis Avila, especialista em manejo de plantas daninhas.
A pesquisa desenvolvida por Borkowski busca alternativas ao controle químico tradicional de ervas daninhas, especialmente o azevém-italiano, uma das principais ameaças às lavouras de milho no estado do Mississippi. O estudo avalia a integração de culturas de cobertura de inverno com aplicações residuais de herbicidas, visando reduzir a infestação da planta daninha, minimizar a resistência aos produtos químicos e aumentar a sustentabilidade do sistema agrícola.
Entre as culturas analisadas estão centeio, cevada, aveia-preta, colza, rabanete de inverno e leguminosas, algumas com potencial de fixação de nitrogênio no solo, beneficiando a cultura do milho plantada na sequência. Resultados preliminares indicam boa tolerância de algumas espécies aos herbicidas, e os testes agora avançam para experimentos em campo.
Junior destaca que as culturas de cobertura devem ser vistas como um investimento de longo prazo, capazes de tornar a agricultura mais resiliente. Após concluir o mestrado, previsto para este ano, ele pretende seguir na área acadêmica, com um doutorado, aprofundando os estudos em manejo de ervas daninhas e agricultura sustentável.
Fonte: Universidade do Mississippi/Jornal Gazeta
Foto: Universidade do Mississipi
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