
MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 27 DE JUNHO
Quando o Colégio La Salle Medianeira completa 90 anos, é impossível não lembrar das pessoas que construíram essa história com dedicação e amor. Uma dessas figuras é a professora Angelita Teresinha Hister, de 55 anos, cuja trajetória se entrelaça profundamente com a da instituição. De aluna a educadora, ela viveu e acompanhou boa parte dessa caminhada, sendo testemunha das transformações e protagonista de muitas delas.
Da Biblioteca à sala de aula
Angelita iniciou sua relação com o colégio ainda criança, como aluna do Ensino Fundamental. Já no Ensino Médio, foi convidada pelo Irmão Adão Urbano Bergmann para trabalhar na Biblioteca da escola, onde atendia os colegas nos intervalos, auxiliava em pesquisas e fazia o controle de empréstimos de livros. Esse contato próximo com os alunos despertou sua vocação. “Foi ali que percebi que queria ser professora. Não me vejo fazendo outra coisa”, conta.
Formou-se em Pedagogia e assumiu, com entusiasmo, o compromisso com a educação. Para ela, o vínculo duradouro com o La Salle Medianeira se deve à identificação com a pedagogia lassalista. “Ela nos inspira a ser resilientes diante das mudanças e sempre buscar novos aprendizados.”
Entre o giz e a tecnologia
Com mais de três décadas de vivência na escola, Angelita presenciou grandes mudanças. “No início, tudo girava em torno do quadro negro e do giz. Tínhamos poucos recursos — lembro da televisão com videocassete que circulava de sala em sala.” Hoje, ela utiliza projetores, jogos, vídeos e plataformas digitais que tornam as aulas mais dinâmicas. Para ela, o papel do professor também mudou: “Mais do que ensinar conteúdos, agora precisamos ajudar os alunos a pensar criticamente e filtrar as informações que recebem.”
Educar com firmeza e ternura
Atualmente, Angelita leciona para os alunos do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental. Ela descreve essa etapa como rica e desafiadora: “Eles são curiosos, têm sede de aprender. Precisamos escutar, compreender e nos adaptar.” Para ela, o carinho das crianças é uma das maiores recompensas da profissão. “Ser recebida com um abraço e um 'Boa tarde, querida professora' faz tudo valer a pena.”
Uma das lembranças mais marcantes da carreira aconteceu durante a pandemia: “No meu aniversário, os alunos organizaram uma carreata surpresa. Foi emocionante!”
Educação que atravessa gerações
A ligação com o Colégio vai além da carreira. Angelita também confiou à escola a formação de seus três filhos: William, hoje engenheiro civil; Pedro, acadêmico de Medicina; e Vítor, que se prepara para entrar na faculdade. “Foi uma alegria vê-los crescer em um ambiente que valoriza o conhecimento, os valores humanos e a fé.”
Laços que vão além da sala de aula
Além do trabalho com os alunos, a convivência com os colegas marcou sua trajetória. “Dividir conhecimentos, trabalhar em equipe e participar de projetos significativos contribuiu muito para meu crescimento pessoal e profissional.” Muitas dessas amizades seguem firmes até hoje.
Um pilar em Cerro Largo
Para Angelita, o Colégio La Salle Medianeira tem papel fundamental na formação humana e cidadã de Cerro Largo e região. “Mais do que ensino de qualidade, oferece valores, fortalece famílias e transforma vidas. É uma referência.”
Gratidão e orgulho
Ver o colégio completar nove décadas desperta em Angelita um sentimento profundo de gratidão. “É uma honra saber que fiz parte de quase metade dessa história. O La Salle é parte de quem eu sou.” Ao deixar uma mensagem para alunos e ex-alunos, ela reforça: “Aqui não se forma apenas o aluno, mas o ser humano. Levem isso com vocês por toda a vida.”
Transformador: uma palavra que define
Se tivesse que resumir o Colégio La Salle Medianeira em uma única palavra, Angelita escolheria “transformador”. “Porque não apenas ensina, mas forma para a vida. E isso faz toda a diferença.”
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