MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 17 DE JANEIRO DE 2025
O longo período sem chuva regular, que ultrapassou mais de um mês, trouxe um aspecto negativo para muitos Municípios da região, causando perdas em várias culturas agrícolas como soja e no milho. Em Cerro Largo, a Secretaria Municipal de Agricultura, juntamente com a Emater, traz um panorama aos leitores sobre a situação nas áreas agrícolas.
Segundo Charles Rafael Scherer, Secretário Municipal, e Carla Kiss, Chefe do Escritório local da Emater, que acompanham de perto a situação junto aos agricultores, a falta de chuva das últimas semanas, aliado a temperaturas altas, prejudicaram as culturas da soja e do milho safra, bem como de pastagens, este com reflexo na produção de leite, e dos cultivos de subsistência das famílias.
SOJA
Segundo o Secretário, a produção está comprometida, uma vez que a falta de água afeta principalmente as primeiras áreas implantadas e com variedade de ciclo precoce e que já iniciara a fase de enchimento de grãos. As demais áreas que estão próximo à floração também requerem de alta demanda hídrica. ''As lavouras apresentam evidências de estresse hídrico e térmico, com grandes falhas de estande, principalmente em bordaduras e locais próximos as árvores'', disse.
MILHO
No Município, a área cultivada com milho para grãos, safra 2024/2025, é de 1.200 hectares. Nos últimos dias, a colheita foi intensificada e as primeiras áreas colhidas apresentam produção dentro do esperado. Entretanto, existe uma perda de produção para as áreas implantadas mais tarde. ''Caso persistir por vários dias sem chuvas a produção média da região deve diminuir significativamente'', explicou.
PASTAGENS
As pastagens anuais de verão estão em falta. Com a baixa oferta de pasto, o Secretário da Agricultura enalteceu que produtores estão optando pela complementação com uso de alimentos conservados, o que aumenta o custo de produção.
A orientação é minimizar os efeitos do estresse térmico. ''Devido às altas temperaturas, os animais permaneceram menos tempo em pastejo, procurando locais com sombra e água para se refrescar nas horas mais quentes do dia. Para maximizar o consumo de alimentos e tentar manter a produção de leite, os produtores estão deixando os animais nos piquetes nas primeiras horas da manhã e à noite, e ofertando silagem no período entre as ordenhas'', relatou.
Além disso, as fontes de água para os animais estão com níveis baixos; alguns até secaram. Os açudes que não possuem boa fonte de água estão com o nível baixo. A secretaria de Agricultura e Secretaria de Obras realizam trabalhos de limpeza e abertura de bebedouros para dessedentação animal
PERDAS EM VÁRIOS SETORES
Segundo a chefe do Escritório da Emater, Carla Kiss, a escassez de volumes consideráveis de chuva ocasiona perdas econômicas, já que o consumo de alimentos no Município é baseado em produtos da agricultura familiar. São exemplo hortaliças, frutas, leite, carne, mandioca, feijão e outros. Além disso, com essa queda, a demanda por esses produtos também é diminuída para a população em geral, comprometendo o abastecimento. ''As consequências da estiagem na agricultura afetam toda uma cadeia produtiva que começa nas propriedades rurais, expande para os municípios, impactando quem comercializa e também o bolso do consumidor'', destacou.
A Secretaria da Agricultura, juntamente com a EMATER, estuda decretar situação de emergência, caso a escassez de chuvas persista e agrave a situação, principalmente no campo.
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