
MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO IMPRESSA DO DIA 28 DE JUNHO DE 2024
Na área de abrangência da Cooperoque, um dos produtores que realizou o plantio da canola nesta safra é Rodrigo Bamberg. Este é o primeiro ano de plantio da cultura. Foram semeadas 9 hectares na Atolosa, Cerro Largo. Além da canola, a família também realiza o cultivo do trigo, que compreende a principal cultura da época, com 85 hectares. ‘‘A canola não rende tanto, mas ela tem 90% do valor de uma saca de soja’’, disse sobre uma das vantagens de investir na cultura.
Um dos aspectos que foi levado em conta para a implementação na propriedade foi a facilidade no manejo. Além disso, ela apresenta benefícios para o solo, favorecendo a descompactação e a ciclagem de nutrientes, sendo uma excelente opção para rotação de culturas.
AUMENTO DA ÁREA NA REGIÃO
Na abrangência da Cooperativa, houve um acréscimo na área destinada à cultura. Segundo Moacir Henrique Spies, Técnico da Cooperoque, a estimativa inicial era de 1.500 hectares. Com a finalização da semeadura, os dados foram atualizados, chegando a 1.800 hectares na região, compreendendo os Municípios de Cerro Largo, Salvador das Missões, Rolador, São Pedro do Butiá, Roque Gonzales, São Luiz Gonzaga e São Nicolau.
Segundo ele, um dos motivos atrelados ao acréscimo da área é o incentivo da Cooperativa à cultura. ‘‘A partir desta safra, a Cooperoque está fomentando o plantio da canola, com atuação da assessoria técnica desde a preparação do solo até a colheita, bem como venda de sementes e insumos, recebimento e comercialização da safra’’, disse ao enaltecer que existe a possibilidade da área aumentar a cada ano.
Além disso, a frustração da safra de trigo do ano passado também fez com que muitos produtores diversificassem a produção, optando pela canola. A cultura é mais resistente ao frio, sendo menos impactada pela geada do que o trigo. Moacir enaltece que a preocupação maior com o frio é no período da floração e desenvolvimento da siliqua, período em que a geada pode comprometer a rentabilidade.
Na região, a cultura apresenta diferentes estágios. Os produtores que realizaram o plantio no início do período de zoneamento, no final de março, possuem a cultura em fase avançada, com florescimento e formação da siliqua. Em outros casos, é possível encontrar lavouras em desenvolvimento vegetativo e outras áreas recém-semeadas.
Neste ano, o clima tem preocupado os produtores e a equipe técnica da Cooperativa. O excesso de chuva tem prejudicado o desenvolvimento das plantas em todas as fases. ‘‘As áreas mais afetadas são as que foram semeadas no final do mês de maio e início de junho’’, acrescentou.
Segundo o Departamento Técnico, ainda é cedo para estimar a rentabilidade, já que boa parte das áreas foram semeadas a partir da segunda quinzena de maio. Nas áreas com plantio precoce, é possível estimar uma rentabilidade média, ultrapassando 20 sacas por hectare.
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