Altair Miranda: 35 anos de estrada guiados pela paixão e responsabilidade

Altair Miranda: 35 anos de estrada guiados pela paixão e responsabilidade
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MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO DO DIA 25 DE JULHO - ESPECIAL COLONO E MOTORISTA

Altair Miranda, de 57 anos, é natural de Roque Gonzales. Caminhoneiro há 35 anos, teve influência da família para seguir a profissão. Seus tios também eram motoristas, o que o fez se apaixonar pelo segmento. Ainda jovem, com cerca de 20 anos, passou a acompanhá-los em algumas viagens, o que lhe permitiu conhecer rotas e trajetos numa época em que o GPS ainda não era comum. Seu irmão também seguiu a mesma profissão.

Há 12 anos, Altair atua como associado da Cootracel. Cerca de 90% das cargas que transporta são de autopeças — itens utilizados por montadoras de veículos como Fiat, Peugeot e Ford. Seus principais destinos estão no Sudeste do Brasil, especialmente o estado de São Paulo, além de regiões da Argentina, como Córdoba e Rosário.

Um dos grandes desafios da profissão, segundo ele, é o tempo longe de casa, já que passa muitos dias nas estradas do país. Na quarta-feira em que concedeu esta entrevista, ele havia acabado de retornar de uma viagem a São Paulo, iniciada em 30 de junho, com saída de Roque Gonzales. No trajeto, também passou por Minas Gerais e Rio de Janeiro, indo agora em direção à Argentina, onde deve chegar até sexta-feira, 25.

Altair também destaca os riscos constantes nas rodovias e a falta de paciência de alguns motoristas. Ele ressalta que conduzir um veículo longo e pesado exige mais cautela e, muitas vezes, uma velocidade reduzida. Isso pode causar impaciência em condutores de veículos menores, que tentam ultrapassar os caminhões para chegar mais rapidamente aos seus destinos.

Outro ponto que ele considera desafiador são as condições das pistas, a começar por trechos da região, como a BR-285. Apesar da rotina intensa, sempre que possível, ele tira férias com a família usando o próprio caminhão. Para lidar com os compromissos e prazos, Altair valoriza o planejamento. Evita sair de viagem de última hora, já que, segundo ele, nunca se sabe o que pode acontecer pelo caminho. Atrasos de algumas horas são comuns, seja por trânsito lento ou acidentes.
Apesar das dificuldades, ele afirma com convicção que gosta do que faz. Para Altair, a estrada também oferece amizades e boas lembranças. Como mensagem aos colegas de profissão, ele deixa um conselho simples, mas fundamental: consciência e responsabilidade.