
Antes mesmo da abertura oficial da 26ª Expodireto Cotrijal, na manhã desta segunda-feira, em Não-Me-Toque, ocorreu um amplo protesto de agricultores promovido pela APER, a Associação de Produtores e Empresários Rurais, uma associação sem ligação política e que reúne produtores rurais e empresários do agronegócio para defender as causas do campo e fortalecer o produtor rural. O protesto foi intitulado "Luto pelo agro. Se não lutar, ele morre".
Mesmo com frio e tempo chuvoso, o movimento reuniu cerca de 300 produtores rurais, que carregaram cruzes pretas e um caixão coberto com a bandeira do Rio Grande do Sul. O grupo reivindicou uma ampla securitização para o endividamento que atinge muitos agricultores gaúchos que perderam suas safras recentes para os problemas climáticos e, visto o endividamento junto ao sistema bancário, não conseguem crédito para realizar suas plantações e investimentos nas propriedades. Também foi lembrado que os problemas no campo levaram 36 agricultores ao suicídio. O grupo reclamou ainda da cobrança de 7,5% de multa de royalties por empresas de biotecnologia.
Após os discursos na entrada do parque, os manifestantes caminharam pela Expodireto levando suas reivindicações a empresas de sementes transgênicas e biotecnologia. Depois, seguiram em direção aos estandes de instituições financeiras, onde entregaram documentos com pedidos de prorrogação das dívidas.
Fonte/foto: Correio do Povo
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